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PSD-PR
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Camara/SenadoBaixa diversidade de fornecedores pode indicar ponto de revisão, sem indicar irregularidade por si so.
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Camara/SenadoSinais estatisticos ou padroes de concentração calculados a partir das despesas oficiais.
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Mensageiros de corretoras se aglomeram em torno de um jornal após a primeira quebra da bolsa de valores de Wall Street, em 24 de outubro de 1929 Getty Images via BBC Para muitos economistas, os indicadores atualmente registrados pela Bolsa de Valores de Nova York — e já há algum tempo — são desconcertantes. Apesar de vários anos de conflito na Ucrânia e no Oriente Médio, com o fechamento repentino do estreito de Ormuz, que causou caos no mercado global de energia, o mercado de ações continua em alta. Em fevereiro, o índice Dow Jones — que representa a média do valor das 30 maiores empresas americanas — ultrapassou sua máxima histórica de 50 mil pontos e agora em junho já havia ultrapassado os 52 mil. No final de maio, o índice S&P 500 conseguiu manter uma alta sustentada no preço de suas ações por nove dias consecutivos — algo raro em Wall Street — e, graças à explosão da inteligência artificial, o índice Nasdaq continua a atingir recordes históricos. Embora esse aumento possa, teoricamente, ser um bom sinal para a economia americana, alguns começam a traçar paralelos com os anos que antecederam a maior crise financeira da história: a quebra da Bolsa de Valores de 1929. O podcast da BBC More or Less conversou com Andrew Ross Sorkin, autor de 1929: Por dentro da maior crise da história de Wall Street - e como ela abalou o mundo (Companhia das Letras) e Too Big to Fail (Grande demais para quebrar, em tradução livre) para analisar as semelhanças e diferenças entre a situação atual e o período anterior à quebra de 1929. Sorkin ressalta como pessoas estavam se endividando para investir antes do crash de 1929 Getty Images via BBC BBC - Para aqueles de nós familiarizados com a história das finanças, nenhuma data é mais significativa do que 1929. Mas para aqueles que, felizmente, se esqueceram: o que foi a Grande Quebra da Bolsa de Valores de Wall Street? Andrew Ross Sorkin - A Grande Quebra da Bolsa de Valores de 1929 é considerada a primeira e mais severa quebra da bolsa de valores dos EUA. A década de 1920 foi uma época de grande prosperidade e dinamismo. Surgiram os automóveis, o rádio e todo aquele entusiasmo pelas novas tecnologias que iriam mudar o mundo. Além disso, foi a primeira vez que pessoas comuns puderam investir na bolsa de valores. Elas observaram o mercado subir constantemente. E, em outubro de 1929, ele quebrou; e quebrou com uma força tremenda. BBC - Eu queria ter uma ideia da magnitude dessa quebra. Ela é chamada de "Grande Quebra". É correto dizer que foi a maior crise financeira da história? Existe alguma maneira de quantificá-la? Sorkin - Acredito que, se analisarmos não apenas o ano de 1929, mas o período entre 1929 e 1933, observaremos uma queda de aproximadamente 90% no valor total do mercado. Vale ressaltar que, curiosamente, em 1929 — apesar de todos nos lembrarmos daquele ano como uma grande quebra —, a bolsa de valores fechou com uma queda de apenas 17%. Mas... Entre outubro e novembro de 1929, o mercado caiu quase 50%. Portanto, se alguém fechasse os olhos e simplesmente comparasse o início com o fim do ano, poderia pensar que nada havia acontecido; além daquela extraordinária queda de 50% que ocorreu em um momento em que pessoas comuns estavam investindo na bolsa de valores pela primeira vez, muitas vezes assumindo níveis consideráveis de dívida, em alguns casos com uma relação dívida/patrimônio líquido de 10 para 1. BBC - Esse aspecto merece ser explorado mais a fundo. Então, se eu tiver US$ 100, pegar emprestado US$ 1 mil para comprar ações por esse valor e essas ações caírem para US$ 500, terei perdido cinco vezes mais dinheiro do que realmente possuía. Sorkin - E você tem um grande problema. Isso explica o que considero o primeiro dominó em uma série de eventos que levam — como acabamos de mencionar — à queda de 90% até 1932 ou 1933. E, aliás, em 1932, a taxa de desemprego também chegou a 25%. A quebra da Bolsa de Valores de Nova York em 1929 teve um impacto imenso nas economias dos EUA e do mundo Getty Images via BBC BBC - Uma das suas funções, Andrew, é aparecer na televisão falando sobre finanças. E enquanto você fala, números aparecem na parte inferior da tela: se o mercado de ações está subindo ou caindo, o preço de ações individuais, o dólar, o petróleo bruto... Há uma disponibilidade de dados absolutamente onipresente. É verdade que em 1929 já existia o teletipo, que imprimia os preços das ações, mas a situação era muito diferente. O que era diferente, e a falta de dados naquela época tornou a situação melhor ou pior? Sorkin - Eu diria que a falta de dados — e, mais importante, a falta de dados em tempo real — não era apenas um problema. Na verdade, em alguns casos, pode ser descrito como o fator que desencadeou a crise. Em alguns casos, estávamos literalmente com quatro, cinco ou seis horas de atraso. Quando você vê aquelas famosas fotos em preto e branco de milhares de pessoas durante a Grande Depressão, reunidas em volta da Bolsa de Valores de Nova York — talvez você as tenha visto ao longo dos anos — você pode ter se perguntado: "O que eles estão fazendo? Por que todas essas pessoas estão na rua?" Todas aquelas pessoas tinham ido a Wall Street para tentar descobrir, pessoalmente, o que havia acontecido com seu dinheiro. Elas não sabiam quais eram os preços das ações. Porque se você estivesse em uma corretora — digamos, na Quinta Avenida, perto da Rua 40 — você poderia estar com três horas de atraso; e esqueça se você estivesse na Europa ou em um navio em algum lugar. E, aliás, as pessoas negociavam de navios. Você poderia estar com até dois dias de atraso. Então, uma das coisas que aconteceram foi que as pessoas perceberam o quão desincronizado estava o sistema de cotações das ações e disseram: "Vou vender tudo; não consigo nem participar disso." Em outubro de 1929, o terror tomou conta dos investidores na Bolsa de Valores de Nova York Getty Images via BBC BBC - Existe alguma maneira de saber o quão vulnerável você está numa crise? Quero dizer, da perspectiva de um historiador, você pode analisar índices e gráficos, mas existe alguma maneira de perceber isso no momento em que acontece? Sorkin - Veja bem, o que eu sempre observo é a dívida. Para mim, a alavancagem do sistema é o fósforo que acende o fogo. É por isso que o que eu sempre observo — seja no momento ou em retrospectiva — é o quanto de dívida existe no sistema em um determinado momento, porque é isso que geralmente desencadeia a crise e frequentemente contribui para inflar o múltiplo. Então, essa é outra coisa que você pode analisar: qual é o múltiplo em um determinado momento. Você pode usar a relação preço/lucro (P/L) ou qualquer outra métrica para tentar entender como uma ação está sendo avaliada em comparação com outras. BBC - E quando falamos de "múltiplo", um exemplo clássico é simplesmente perguntar: quão cara está essa ação em relação aos lucros que a empresa gera? Se a empresa lucra US$ 1 por ano e a ação está cotada a US$ 10, o múltiplo é 10. Se a empresa lucra US$ 1 por ano por ação e a ação vale US$ 100, então o múltiplo é 100. Esforços têm sido feitos para traçar esses múltiplos preço/lucro (ou índices P/L) a longo prazo. Sorkin - Se você observar os gráficos daquela época, verá que se parece com uma montanha; você consegue ver o pico. Olhando para trás, fica claro. Embora, se você estivesse lá na época, talvez não tivesse percebido que era o pico. BBC - Bem, você sabe que subiu. O que você não sabe é se vai subir mais. Sorkin - Exatamente. Você não sabe se está no topo da montanha ou se a montanha vai continuar crescendo... acima da linha das árvores, por assim dizer. Aliás, "montanhas" semelhantes podem ser vistas na década de 1970 e também no final da década de 1990. 'As pessoas vieram a Wall Street para tentar descobrir pessoalmente o que tinha acontecido com o seu dinheiro', explica Andrew Ross Sorkin. Getty Images via BBC BBC - Na verdade, gostaria de abordar esse tópico porque uma das razões pelas quais 1929 é tão interessante — é uma história fascinante como você a conta — é que também nos diz algo sobre o presente e outras crises. Se observarmos aquela "montanha", como o pico atingido em 1929 se compara, digamos, com a década de 1970, a bolha da internet ou mesmo os dias atuais? Sorkin - Bem, parece alto, mas comparado a esses outros picos, é um pico mais baixo, por assim dizer. No entanto, se analisarmos a evolução naquele período, vemos como ele sobe constantemente. E então vemos a queda, como uma verdadeira montanha-russa... embora eu esteja misturando metáforas agora. BBC - Em 1929, o gráfico atinge um pico muito íngreme, um pouco acima de 30. Ou seja, o preço das ações equivale a 30 vezes a média dos lucros dos dez anos anteriores. Depois, cai e nunca mais se aproxima desse valor. Mais tarde, no final da década de 1990 e início dos anos 2000 — durante o boom da internet —, sobe ainda mais, ultrapassando a marca de 40. Depois, cai novamente. Agora, ultrapassou a marca de 40 mais uma vez. Esta é apenas a segunda vez na história que atingiu um nível superior ao pico anterior à quebra de 1929. Podemos tirar alguma conclusão disso? Sorkin - Sem dúvida. Podemos concluir que é provável que, em algum momento — embora não saibamos quando —, haverá outra quebra. E essa é a grande questão existencial para todos nós. Uma forte reavaliação dos preços das ações durante a década de 1970 levou à temida 'estagflação': alta inflação, baixo crescimento e desemprego em disparada. Getty Images via BBC

A menos de um mês do início das convenções partidárias — momento em que os partidos precisam bater o martelo sobre quem será lançado nas eleições —, as equipes de pré-campanha dos presidenciáveis articulam nomes para os vice-candidatos na chapa. Dois atributos principais são levados em consideração, de acordo com os interlocutores das pré-campanhas. Primeiro, nomes que possam reduzir resistências em parte do eleitorado. Em 2022, por exemplo, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um gesto ao Centro ao convidar Geraldo Alckmin (PSB), seu então adversário histórico, para ser seu vice. Agora no g1 Agora, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tenta ganhar força entre o eleitorado feminino e busca uma mulher para compor sua chapa eleitoral. “O bom vice agrega. Ele pode não necessariamente agregar voto porque o cabeça de chapa é o cabeça de chapa, dificilmente o vice agrega tanta votação assim. Mas o vice é uma sinalização que o partido faz para uma parcela do eleitorado, para a opinião pública e para outros partidos”, explica o cientista político Carlos Ranulfo, cientista político da Universidade Federal de Minas Gerais. Por essa sinalização, alguns pré-candidatos buscam um vice que possa “furar a bolha” do seu eleitorado e querem evitar uma chapa “puro sangue”, ou seja, formada por dois integrantes da mesma sigla. “Tem situações em que o vice não faz diferença nenhuma”, diz Ranulfo. “A chapa puro sangue você mostra que é só o seu perfil, não precisa sinalizar para ninguém.” Outro ponto relevante, segundo articuladores das equipes, é a coligação partidária. Ou seja, conquistar um candidato à vice que venha acompanhado de outro partido. Na prática, isso oferece à chapa maior tempo de rádio e TV — trunfo fundamental durante uma campanha presidencial. A coligação também deve ser definida no período das convenções partidárias, que começam no dia 20 de julho e vão até o dia 5 de agosto. Lula e Alckmin em cerimônia Ricardo Stuckert/PR Lula (PT) No fim de março, o presidente Lula confirmou que repetiria a formação da sua chapa em 2022, ou seja, com Geraldo Alckmin na vice-presidência. Aliados de Alckmin no PSB passaram meses defendendo a continuidade do seu nome e destacam três qualidades que, segundo eles, o tornam “vice-perfeito”: discrição, já que não tenta chamar mais atenção do que Lula; fidelidade, característica fundamental diante do trauma do PT com o impeachment de Dilma Rousseff; e competência diante das articulações contra o tarifaço de Donald Trump, já que Alckmin era também ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio. A decisão de continuidade, contudo, não foi simples. No início do ano, parte do entorno do presidente Lula defendia a chapa com um vice do MDB, sob o argumento de que “furaria a bolha” da centro-esquerda e poderia agregar mais votos, além de ser um partido maior do que o PSB de Alckmin. A ideia chegou a ser defendida por nomes como Renan Filho e Renan Calheiros, ambos do MDB, mas sofreu resistências dentro do próprio partido, que guarda identificação com a direita em alguns locais, por exemplo em São Paulo com o prefeito Ricardo Nunes (MDB). O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) (c), faz um pronunciamento na tarde desta terça-feira, 19 de maio de 2026, na sede de seu partido em Brasília (DF). Wilton Junior/Estadão Conteúdo Flávio Bolsonaro (PL) Não é de hoje que a campanha de Flávio Bolsonaro busca por uma mulher para assumir o posto de vice-presidente na chapa, em uma tentativa de angariar mais votos femininos. Depois da divulgação do vídeo da ex-primeira dama e madrasta de Flávio, Michelle Bolsonaro, o critica, a ideia ganhou força e “se tornou uma necessidade”, segundo aliados. “Agora não resta dúvidas que é o único caminho", diz um integrante do PL. Articulares de Flávio defendem dois pontos como inegociáveis: que seja uma mulher e que venha de algum partido do Centrão, também na tentativa de conquistar uma coligação com mais tempo de TV e sinalizar para o centro. Neste perfil, três nomes despontam nas conversas. A deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), que vem de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, e é católica praticante, o que poderia atrair votos entre os católicos. A também deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE), que além de evangélica — público que Flávio também deseja conquistar — é de um estado do Nordeste, região que historicamente entrega mais votos para o PT. E, por fim, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), chamada por aliados de Flávio como “nome impecável” e que agregaria “fôlego de experiência” para Flávio, que pode ser visto como alguém muito jovem. Além de atrair o agronegócio, a avaliação de interlocutores do PL é que a senadora funcionaria até como um “antídoto” ao discurso do presidente Lula de soberania nacional, já que ela atua desde o primeiro dia contra o tarifaço de Donald Trump. Em abril, a própria senadora, contudo, disse em entrevista ao Estúdio i, da Globonews, que a ideia é “especulação”. O irmão de Flávio e deputado licenciado Eduardo Bolsonaro já defendeu outro nome, o da também deputada federal Julia Zanatta (PL-SC). Integrantes mais pragmáticos do PL, contudo, são contra uma chapa puro-sangue e dizem que a campanha “não pode cometer esse erro”. Além de defenderem alguém que possa trazer consigo um partido grande, como o PP ou o União Brasil, esses interlocutores da campanha de Flávio falam que é preciso ter um nome que possa agregar votos de fora da bolha bolsonarista — algo que, na avaliação deles, não seria possível com Zanatta. O ex-governador Romeu Zema (Novo), em visita à Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). Érico Andrade/g1 Romeu Zema (Novo) A expectativa do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema é anunciar o nome de seu vice na chapa já nos próximos dias. Em entrevista ao "Estado de S. Paulo", Zema disse que pretende anunciar o nome na semana que vem. Integrantes da sua campanha confirmam que algumas conversas estão avançadas e que um nome que vem sendo cortejado é o de Geraldo Rufino, filiado ao Podemos. Segundo um interlocutor do ex-governador, Rufino poderia trazer diversidade à chapa por se tratar de um homem negro. Além disso, é elogiado por “ter um histórico de tombos e renascimentos”, já que foi catador de latinhas na juventude e hoje é empreendedor, escritor e palestrante. Rufino é próximo de Zema e poderia trazer para a chapa a coligação com o Podemos, garantindo ao Zema tempo de TV — algo que hoje o Novo não tem, por ser um partido muito pequeno. Conversas já foram feitas entre as cúpulas do Novo e do Podemos, mas não há martelo batido. No Podemos, há um desejo de que Rufino possa concorrer ao Senado. Ronaldo Caiado (PSD) durante evento em Aracaju TV Sergipe Ronaldo Caiado (PSD) Na equipe do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, o que se diz é que não há nenhum nome na agenda e a decisão deve demorar a ser tomada, ficando para o período das convenções partidárias. Um integrante da equipe de Caiado avalia, ainda, que o vídeo publicado por Michelle Bolsonaro contra Flávio “congela essa decisão”. “A política está entendendo que o vídeo de Michelle pode precificar uma queda de Flávio. Eu acho que ninguém vai se movimentar pra valer depois disso", diz esse interlocutor de Caiado, sugerindo que o melhor é esperar para tomar qualquer decisão já que, ainda que improvável neste momento, uma eventual retirada de candidatura de Flávio poderia mudar o jogo político dos outros candidatos da direita. Mais do que ter um nome que agrega na candidatura, a avaliação de aliados de Caiado é que ele precisa de tempo de TV para se tornar mais conhecido. Até o momento, porém, nenhum partido grande se articulou para se unir ao ex-governador na chapa. O pré-candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, durante evento em Brasília Sérgio Lima/Novo Selo Renan Santos (Missão) Outro presidenciável que ainda não encontrou um nome para seu vice de chapa é Renan Santos. Embora seus interlocutores digam que não há prazo para a definição, existe a expectativa de que a decisão possa acontecer daqui a um mês — período de início das convenções. Segundo sua equipe, o mais provável é que o nome venha de dentro do partido Missão, mas não descartam a possibilidade de conversar com outra sigla.

Valdemar retorna ao Brasil para tentar conter divisão no PL O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta sexta-feira (26) que antecipou sua volta ao Brasil para tentar conter a crise entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do partido à Presidência. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em entrevista à jornalista e apresentadora da Rádio Gaúcha Kelly Matos, Valdemar disse que estava em Miami, nos Estados Unidos, mas decidiu antecipar a viagem a São Paulo por considerar o episódio “muito sério”. “Eu tenho que conversar com a Michelle chegando e com o Flávio. Nós temos que acertar isso aí, porque, se não acertar isso aí, nós já vamos sair perdendo em casa. Vamos ter que acertar”, afirmou. Valdemar disse que pretende conversar com Michelle e com Flávio ao chegar ao Brasil. O presidente do PL afirmou ainda que a ex-primeira-dama tem grande importância para o partido. “A Michelle tem um preço para nós, o que ela fez pelo PL Mulher no Brasil não tem preço”, disse. Crise entre Michelle e filhos de Jair Bolsonaro: veja cronologia do conflito com Flávio, Carlos e Eduardo A fala ocorre após Michelle publicar vídeos nas redes sociais em que afirmou ter sido maltratada e humilhada por Flávio Bolsonaro. A crise envolve divergências dentro do PL sobre a articulação do partido no Ceará, onde aliados discutem uma aproximação com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB). Michelle criticou a possibilidade de aliança com Ciro. Depois da repercussão, Flávio reagiu publicamente, e a ex-primeira-dama afirmou que o senador havia sido ríspido com ela em uma conversa por telefone. Ciro Gomes diz que 'não viu e não vai ver' vídeo de Michelle e que crise com Flávio Bolsonaro não envolve 'paróquia' local No vídeo, Valdemar também demonstrou preocupação com o impacto eleitoral da crise dentro do próprio campo bolsonarista. Segundo ele, Flávio está “com a eleição quase empatada com Lula”, e o partido precisa resolver o atrito para não começar a disputa prejudicado. Após expor o atrito com Flávio, Michelle voltou às redes sociais e disse que “não há briga, nem competição” entre aliados. Ela afirmou que apenas quis esclarecer uma situação que, segundo ela, estava sendo “deturpada”, e pediu que trechos de sua fala não fossem retirados de contexto. A ex-primeira-dama também defendeu união entre aliados para “derrotar o atual desgoverno” nas eleições. Já Flávio Bolsonaro afirmou que a direita precisa estar unida e que Michelle terá papel importante na campanha. LEIA TAMBÉM: Disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, sombra do caso Master e desafio da inteligência artificial no TSE: o cenário eleitoral a 100 dias do 1º turno O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto Beto Barata/PL/Divulgação
Um dos mais ricos empresários brasileiros, Carlos Alberto Sicupira, 78, foi alvo de ação da Polícia Federal nesta quinta-feira (25) no âmbito da Operação Disclosure, que investiga fraudes contábeis na Lojas Americanas . Leia mais (06/25/2026 - 16h07)

A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quinta-feira (25) a 2ª fase da Operação Disclosure, que investiga a fraude bilionária nas Americanas. Segundo laudos técnicos periciais, a estimativa é que o prejuízo já alcance os R$ 54 bilhões. Segundo o blog da Camila Bomfim, entre os alvos estão Paulo Alberto Lemann — filho do bilionário Jorge Paulo Lemann, um dos acionistas de referência das Americanas —, Carlos Alberto da Veiga Sicupira, Eduardo Saggioro Garcia e outros nomes ligados a instituições financeiras que mantinham relação com a companhia. Veja a lista de alvos. Em nota, as Americanas afirmou que não foi alvo da operação e que seguirá colaborando com as investigações. Veja a nota na íntegra e saiba o que dizem os acionistas de referência da companhia. Relembre o escândalo contábil que levou a varejista à crise Agora no g1 Veja a lista de alvos Carlos Alberto da Veiga Sicupira, acionista de referência das Americanas; Paulo Alberto Lemann, acionista de referência das Americanas e filho de Jorge Paulo Lemann; Eduardo Saggioro Garcia, conselheiro das Americanas e apontado como operador direto dos sócios da 3G Capital; José de Castro Araújo Rudge Filho e Gustavo Balassiano, executivos do Itaú Unibanco; Carlos Henrique Villela Pedras, diretor executivo do Bradesco e membro do conselho de administração da Alelo S.A.; André Juaçaba de Almeida, sócio e vice-presidente executivo do Santander; e Alexandre Lian Abdo, chefe de Banking e Corporate Finance do Santander. Quem é Paulo Alberto Lemann? Paulo Alberto Lemann é filho de Jorge Paulo Lemann, um dos empresários mais ricos do país, com uma fortuna estimada em US$ 20,2 bilhões (R$ 105,2 bilhões) segundo a Forbes. Jorge Paulo, no entanto, não está entre os investigados na operação deflagrada nesta quinta-feira. Paulo Alberto foi conselheiro de administração das Americanas e deixou o cargo em setembro de 2024, após acionistas indicarem novos nomes para a composição do conselho. Quem é Carlos Alberto Sicupira? O empresário Beto Sicupira. Janete Longo/Estadão Conteúdo/Arquivo Um dos sócios fundadores da 3G Capital e parte do trio de investidores de referência das Americanas, Beto Sicupira, como é conhecido no mercado, tem uma fortuna estimada em US$ 6,9 bilhões (R$ 35,9 bilhões), segundo a Forbes. A maior parcela da fortuna de Beto Sicupira vem de suas ações na cervejaria AB InBev, com cerca de 3% de participação, de acordo com a Forbes. Filho de uma dona de casa e um funcionário público que fez carreira no Banco do Brasil, Sicupira nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de maio de 1948. Ainda adolescente, começou a empreender com venda de carros usados. Ele cursou administração de empresas na UFRJ e também tem especialização na Universidade de Harvard. Em 2000, criou a Fundação Brava, que investe em projetos de melhoria da gestão pública e de organizações sem fins lucrativos. Ele também é um dos investidores da Fundação Estudar, entidade que oferece bolsas de estudo para estudantes talentosos nas melhores universidades do mundo. Veja o que dizem os acionistas de referência. Quem é Eduardo Saggioro Garcia? Eduardo Saggioro Garcia foi apontado na operação da PF como um operador direto do trio de sócios do 3G Capital, Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles. Garcia é sócio da LTS, holding do trio de investidores, e faz parte do conselho de administração das Americanas, tendo sido reconduzido ao cargo em 2024 como um dos representantes dos acionistas de referência após a reestruturação do conselho. O que diz as Americanas? Em nota, as Americanas afirmou que não foi alvo de mandados de busca e apreensão da Operação da Polícia Federal e reiterou que a ação se refere às fraudes contábeis reveladas em 2023. Veja a nota das Americanas na íntegra: "A Americanas informa que não foi alvo de mandados de busca nesta manhã e que a Operação Disclosure realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal se refere à fraude revelada em 2023. A Companhia seguirá colaborando com as investigações e é a maior interessada no esclarecimento dos fatos." O que dizem os acionistas de referência? Em nota, os acionistas de referência se disseram "surpreendidos" pela operação da PF, reiterando que as investigações ao longo dos últimos anos indicam que a antiga diretoria da companhia continuamente os enganou e induziu a erro. Veja a nota na íntegra: "Os acionistas de referência foram surpreendidos pela operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira, 25. As investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal ao longo dos últimos anos, inclusive com base em acordos de colaboração premiada, indicam que o Conselho de Administração e os acionistas de referência foram continuamente enganados e induzidos a erro pela antiga diretoria da Companhia. Os acionistas de referência entendem que a operação integra o curso regular das apurações em andamento e reiteram seu compromisso de colaborar plenamente com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos, como vêm fazendo desde 11 de janeiro de 2023, quando tiveram conhecimento das fraudes contábeis. Até o momento, as defesas não tiveram acesso à íntegra da decisão judicial que fundamentou a medida, razão pela qual aguardam mais informações para eventual manifestação complementar."
Fonte: Monitoramento de Mídia (SapiensLabs). Atualização: Tempo real.
Paraná tem cobertura de 19,8% em escolaridade superior, deixando um déficit estimado de 80,2%.