Metodologia de Auditoria
Como interpretar sinais de revisão, alertas, rankings e sinais matemáticos exibidos pela plataforma.
Princípio geral
A plataforma transforma dados públicos em sinais de revisão. Cada alerta deve ser lido como indício exploratório, dependente de fonte, período, contexto administrativo e verificação documental.
Tipos de sinal
- Fato confirmado: dado retornado por fonte oficial ou documento identificado.
- Sinal de risco: padrão quantitativo que merece revisão, sem conclusão jurídica.
- Pista investigativa: recomendação de cruzamento, diligência ou comparação com pares.
- Ausência de fonte: lacuna que reduz confiança e impede conclusão robusta.
Auditoria de despesas
O motor de auditoria pode avaliar concentração de fornecedores, repetição diária de despesas, distribuição de primeiros dígitos pela Lei de Benford e anomalias mensais por z-score. As regras usam amostras mínimas, valores mínimos e evidências numéricas para reduzir falsos positivos.
Limites estatísticos
Benford, z-score e concentração não provam fraude. Dados de cotas parlamentares podem ter tetos, rubricas, parcelamentos, sazonalidade e regras administrativas que distorcem distribuições. Por isso, alertas exigem revisão humana, documentos fiscais e comparação com parlamentares semelhantes.
Sinal de Revisão e rankings
Sinal de Revisão é um instrumento de priorização e cobertura, não uma nota moral. Ele pode mudar quando novas fontes entram no sistema, quando há correção de dados ou quando a metodologia evolui.
Direito de resposta metodológica
Parlamentares, fornecedores e titulares podem pedir revisão de alertas, apontar erro de fonte, apresentar documento adicional ou solicitar contextualização. Revisões devem preservar trilha de auditoria e data da alteração.
Independência editorial e anúncios
Receitas publicitárias não devem alterar critérios de coleta, ranking ou exibição de alertas. Recomenda-se manter separação técnica e documental entre monetização e metodologia analítica.